O ano é dois mil e treze, mas eu posso estar enganado. Tantas vezes já olhei para o calendário, mas não duvidaria que fosse mais uma invenção da imprensa.
Saudações. Eu sou um cidadão anônimo. Prefiro não me apresentar a fim de manter a minha identidade como uma incógnita na qual outros possam se identificar com a minha concepção e segui-la, se for o caso. Caso contrário, continuem seus caminhos e vivam bem.
Essa narrativa é quase que proibida nos dias de hoje, tal qual poderia ser proibido em um passado não muito distante erguer uma pena e rabiscar um papel contra um Partido. Quem sabe se a realidade descrita em certas ficções ditas como distópicas não são na verdade um espelho, talvez um pouco embaçado, da nossa própria realidade atual?
É isso que eu pretendo identificar.
Se você lê isso e não compreendeu o significado, entenda uma coisa:
Você é parte da prole.
E não sei se sinto inveja ou pena de você.
Ou os dois.
Independente disso, bem-vindos a Dois Mil e Treze.